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Projeto 16 on 16: E se?

06:16Ghiovana Christini



O que você faria se soubesse que o que faz pode mudar o mundo? Você faria a sua parte?
A parte pequena, insignificante e inútil aos seus olhos. Se você soubesse que há sentido nela, você faria?
Ou será que estamos tão acomodados à ideia de não sermos importantes ou bons o suficiente para gerar impactos reais através do que fazemos?

Se você soubesse que o futuro de alguém depende das escolhas do teu presente. Das escolhas mais comuns até as mais difíceis de serem tomadas. Se a tua insensatez desencadeasse o caos e a tua sabedoria alimentasse a paz. O que você faria? Você escolheria?

Se você se esquecesse dos outros para, apenas por um minuto, não pensar que tudo depende deles. Para, apenas por um minuto, não transferir a responsabilidade. Se a batata quente das mudanças e revoluções pelas quais lutamos em silêncio, estivesse nas suas mãos, e nas suas somente, você suportaria?
Ou será que temeria queimar os seus dedos?

E se a gente parasse de tratar o que é simples como desimportante? E não rotulasse a insignificância no lombo da nossa existência tão pequena, sozinha e subestimada?

E se a gente levantasse a bunda da cadeira? Descartasse o fútil. Exercitasse o cérebro pensante que como dádiva recebemos. Usufruísse dos dons que especialmente foram depositados em nós e em mais ninguém. 

E se a gente decidisse fazer algo? A nossa parte, que seja. A  nossa gotinha no oceano de todas as partes, de todas as gentes.  

E se desse certo?

E se a gente descobrisse que, na verdade, somos gigantes. E que as nossas pequenas partes, unidas, podem destravar guerras e hastear bandeiras?

E se viver fosse mais importante que assistir a vida passar? E se a vida que passa e não pode parar, parasse o vagão só pra gente entrar?

Você entraria?

Se o bater de asas de uma borboleta pode gerar um furacão do outro lado do mundo, se a gente parasse de se rastejar e saísse do casulo pra bater as asas, que vento de mudança a gente sopraria? Que caos a gente transformaria em flor? 

E se a gente deixasse de esperar ser grande, pra simplesmente aceitar fazer o que é pequeno com amor?

E se?...







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